Claude Science, el modelo de Anthropic para investigación y fármacos
Anthropic acaba de apresentar o Claude Science, um modelo de inteligência artificial focado na pesquisa científica. A novidade foi revelada em um evento que contou com a presença de executivos farmacêuticos, fundadores de startups de biotecnologia e pesquisadores.
Esse novo projeto se une à linha de ferramentas especializadas da empresa e tem como objetivo para a pesquisa científica o que o Claude Code já oferece no desenvolvimento de software. A ideia é que essa ferramenta se concentre principalmente em biologia computacional e no desenvolvimento de medicamentos.
A partir de agora, o Claude Science já está disponível para todos os usuários pagos da plataforma. Junto ao lançamento, a empresa anunciou que usará a tecnologia para avançar em projetos de pesquisa voltados para tratamentos de doenças raras e negligenciadas.
Como funciona o Claude Science
Assim como o Claude Code, o Claude Science pode executar tarefas complexas de maneira autônoma, a partir de diretrizes de alto nível, sempre que tiver as ferramentas necessárias. A Anthropic já tinha explorado esse campo com o Claude para Ciências da Vida, que foi lançado em outubro de 2026, mas essa nova versão é um produto independente com capacidades específicas para pesquisa.
A nova ferramenta combina recursos que permitem aos cientistas realizar todo o processo de sua pesquisa em um único ambiente. De acordo com a empresa, o Claude Science ajuda a analisar literatura científica, gera documentos detalhados, e permite ainda refinar conceitos e manuscritos até que estejam prontos para publicação, incluindo um histórico que facilita validar e reproduzir resultados.
Durante a apresentação, Eric Kauderer-Abrams, diretor de Ciências Biológicas da Anthropic, mencionou a importância desse lançamento dentro da missão da empresa, que é desenvolver uma IA que melhore o bem-estar da humanidade a longo prazo. Ele destacou que acredita que as oportunidades mais significativas estão nas ciências biológicas.
O que a nova IA da Anthropic pode fazer
O Claude Science foi desenhado para se integrar ao dia a dia dos cientistas, sem substituir outras ferramentas oferecidas pela empresa. Entre as suas capacidades, podemos destacar:
- Escrever e executar códigos para pesquisas científicas.
- Gerenciar trabalhos em clusters de computação de alto desempenho.
- Garantir a reprodutibilidade dos resultados e rastrear a origem de cada análise.
- Integrar-se com ferramentas de genética, química e biologia de proteínas.
- Auxiliar na identificação de potenciais candidatos a novos medicamentos.
Durante o evento, Alexander Tarashansky, que lidera o desenvolvimento do Claude Science, mostrou como a nova ferramenta pode identificar autonomamente tratamentos para condições raras, como a fenilcetonúria.
Desenvolvimento de novos medicamentos, um objetivo futuro
A Anthropic não pretende limitar o uso do Claude Science apenas a laboratórios externos ou empresas farmacêuticas. A empresa também planeja utilizar a plataforma para desenvolver pesquisas próprias focadas em medicamentos para doenças negligenciadas. O objetivo disso é duplo: contribuir para o desenvolvimento científico e também testar a eficácia da ferramenta em cenários de pesquisa reais.
Vale mencionar que o setor farmacêutico tem grande potencial de investimento em inteligência artificial, e pode se tornar um cliente estratégico para a Anthropic. Em meio a essa movimentação, a empresa está próxima de alcançar seu primeiro trimestre com lucro e se prepara para possíveis parcerias, além de uma futura abertura de capital.
Concorrência com o Google DeepMind
O lançamento do Claude Science acontece em um cenário dominado pelo Google DeepMind, que é líder no desenvolvimento de inteligência artificial aplicada à ciência. O CEO da empresa, Demis Hassabis, e o cientista John Jumper, foram laureados com o Prêmio Nobel de Química por suas contribuições com o AlphaFold, que prevê estruturas de proteínas.
Agora, a Anthropic busca se firmar como uma das principais concorrentes nesse mercado. A empresa aposta na experiência adquirida em modelos que programam e resolvem tarefas complexas como uma vantagem para os pesquisadores. Recentemente, John Jumper anunciou sua saída da DeepMind para se juntar à Anthropic, o que reforça suas intenções de se destacar nesse campo.